sábado, 16 de maio de 2015

#39 - Que time é esse? - Esporte Clube XV de Novembro (Caraguatatuba)

O time de hoje, apesar de ter "XV de Novembro" em seu nome, não foi fundado nessa data, mas sim em 18 de fevereiro de 1934, suas cores são verde e branco, boa parte de sua vida foi no futebol amador, chegou ao profissional no final dos anos 80, tendo seu auge no final dos anos 90, tendo conquistado um acesso mas não podendo jogar na divisão por conta de problemas relacionados ao estádio, e também é conhecido como o "Leão do Litoral Norte". Hoje falaremos do querido Esporte Clube XV de Novembro, da cidade de Caraguatatuba/SP (173km de distância da Capital).


História

O XV foi criado em 18 de fevereiro de 1934. Foi o segundo clube de futebol da cidade. O primeiro clube de Caraguá foi o Anhimbu Futebol Clube, criado pelos funcionários da empresa de madeiras J. Charvolins, mais tarde conhecida como Fazenda dos Ingleses. Durante os anos de 1940 e 1947, o XV esteve inativo por conta da 2ª guerra mundial.

Após a guerra, o XV esteve focado nas atividades amadoras e foi um dos mais fortes do esporte amador do Litoral e Vale do Paraíba. O clube foi reformulado e ganhou uma nova sede social. O clube adota as cores verde e branco em homenagem ao Palmeiras.

Ainda amador, o clube revelou craques como Carolino Garrido, Benedito Lippi (Didi), Irineu Mendes de Souza, Durval, Ciro, Tuta, Silvio Luís dos Santos, Heraldo, Mão de Onça, Aluisio Passos, Bolero, Zé Pinto, Edmir, Beta Messino, Nilson Amaral, Rubinho, Batata, Sandro, entre tantos outros.Vários deles estiveram no futebol profissional como Tito (São José e Santo André), Toninho Passaguá (Ponte Preta), Chiquito (Guarani), André Mans (Ilha da Madeira), Glauco (Portugal).

Equipe do XV em 1958 (Site do Salim Burihan)

Outros craques como Edmir e Beta estiveram no Fluminense (RJ) e não permaneceram por causa da saudade da família. Nilson Amaral fugiu da concentração do Palmeiras. No futebol amador, partidas envolvendo adversários de São Sebastião eram consideradas “clássicos regionais”, com casa cheia e muitas discussões. Clássicos locais, envolvendo o EC Indaiá, também movimentavam a cidade e, principalmente, o meio futebolístico local.

Em 1967, ocorreu uma grande tempestade em Caraguatatuba, causando avalanche de pedras, árvores e lama dos morros Cruzeiro. Jaraguá, Jaraguazinho, próximos a cidade, sepultando vários habitantes e danificando fortemente o estádio do XV.

Vinte anos depois desse acidente, em 1987, diretoria do clube reformou e reestruturou seu patrimônio, conseguindo inscrever o XV no futebol profissional no ano seguinte, para a disputa da 4ª divisão do Paulista. Em 1990, o clube sobe para a Terceira Divisão do Paulista, permanecendo lá até 1992, quando se afastou do profissional. Sua volta foi em 1995, na Quarta Divisão. Em 1996, o Leão quase subiu de divisão, mas no ano seguinte o acesso veio a Caraguatatuba, com uma campanha muito boa dentro de campo. Porém, o XV não pôde disputar a Série A3 de 1998 devido o seu estádio não ter capacidade para receber 10 mil pessoas. Por isso, permaneceu na Quarta Divisão.

Após isso, o XV não conseguiu emplacar uma boa campanha novamente, e ficou no profissional até 2005, onde o clube não aguentou os problemas financeiros e a falta de apoio na região e resolveu dar um tempo com o futebol.

Elenco de 2005, o último do profissional até o momento (Jogos perdidos)
O clube teve uma vida social muito ativa. Em sua sede, na época construída na rua Santa Cruz, eram promovidos bailes com orquestras famosas. Aos domingos, aconteciam as domingueiras, única opção de lazer para os jovens na época. Na sede podia-se jogar bilhar, pingue-pongue, xadrez, dama e praticar judô. Mais tarde, a sede foi vendida e o dinheiro aplicado no estádio de futebol.

Atualidade

Infelizmente, o clube foi muito prejudicado quando decidiu disputar o futebol profissional. Os recursos oriundos do comércio e até mesmo, da Prefeitura, sempre foram insuficientes para manter o XV disputando o campeonato paulista. Tanto é que nos últimos tempos, o XV poderá ter a sede e seu estádio leiloados em breve para cobrir as dívidas contraídas no período em que o clube disputou o futebol profissional. A diretoria montou um grupo de ajuda ao Leão, com empresários, comerciantes e moradores da região para se unirem em prol do clube. Esse cenário têm rondado o time há pouco tempo após de seu afastamento no profissional. Suas dívidas chegam na casa dos 2 milhões de reais. Portanto, não devemos ver esse simpático clube tão breve nos gramados.

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